SUPERVISÃO DE PROJETOS – Uma visão de sua importância.

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SUPERVISÃO DE PROJETOS – Uma visão de sua importância.

A importância da supervisão técnica de projetos ambientais

O bom desenvolvimento de projetos ambientais está se tornando imprescindível à gestão dos riscos corporativos e tem apresentado custos cada vez maiores. Entretanto poucas empresas atentam para os benefícios econômicos da contratação de uma supervisão técnica ao projeto.

Usualmente são contratadas, para a execução de projetos ambientais, empresas que apresentam o binômio Consultoria x Serviços em seu portfólio, representando um evidente conflito de interesses, pois, considerando que toda empresa, seja qual for, deve gerar lucro, temos o conflito: 1) o departamento de consultoria deve fornecer orientação técnica sobre assuntos de sua especialidade de forma a prover a melhor solução técnica e econômica ao problema, em sincronia com os interesses do cliente e, 2) o departamento de serviços desta mesma empresa, precisa executar serviços e assim precisa criar a demanda para sua execução.

Frente a essa situação (contratar uma empresa de consultoria e serviços), como é possível considerar que a solução apresentada pela “Consultora” é a mais econômica, já que a mesma tem como meta comercial gerar novos contratos para sua equipe de serviços? Afinal, se não for assim, como a “equipe de serviços” da empresa conseguirá sobreviver, se a área comercial não induz novos contratos para todos os seus departamentos?

Sabemos, ainda, que existe uma prática (de ética duvidosa) no mercado ambiental em que a empresa consultora indica os serviços de uma segunda empresa de serviços. Entretanto, estas empresas indicadas mantém vínculos comerciais de comissão de venda e, muitas vezes, ao observar-se o contrato social destas, verifica-se que a mesma pertence ao mesmo grupo da empresa consultora. Assim, cria-se uma falsa impressão de que a empresa consultora “não tem interesse” no desenvolvimento dos serviços por ela indicados.

Bem, por mais boa vontade com que olhemos este dilema, conclui-se que existe um risco enorme da solução técnica indicada pela equipe de consultores não ser a mais econômica para o desenvolvimento do projeto quando se contrata uma única empresa de consultoria e serviços para o desenvolvimento do mesmo.

Mas como solucionar isto? O mercado, de forma a se proteger, usualmente aplica soluções parciais, tais como:

a) Contratar uma empresa para a consultoria e projeto e, outra, para a execução dos serviços.

Entretanto, caímos na situação em que a empresa que executa não se responsabiliza pelos resultados, entre outros fatores, já que não foi ela que elaborou o projeto. Cabe destacar, ainda, que a troca contínua de empresas impossibilita as contratadas de absorverem a “cultura” da contratante e obtenha uma melhor solução ao problema em função do histórico e cultura corporativos do cliente.

b) Contratar uma empresa de consultoria e serviços com “renome” de forma a ter a melhor e menos custosa solução ambiental.

Fica difícil imaginar como um bom consultor, pertencente à equipe dessa empresa “renomada”, manterá seu emprego após indicar ao cliente que ele não precisará realizar os serviços por ela ofertada (coletas, análises químicas, por exemplo), ou mesmo indicar uma solução técnica na qual a própria empresa não detém o conhecimento, em detrimento à tecnologia por ela dominada (e muitas vezes patenteada!

c) Dividir o projeto em partes e efetuar sistemáticas cotações de serviços, pressionando a empresa executora por preços menores.

Além do risco de incorrer na situação “o barato sai caro”, uma vez que a solução mais barata não é, necessariamente, a melhor e de menor custo final total, gera custos adicionais desnecessários de gestão ao projeto como um todo (elaboração de cotações, negociação, etc.), e apenas garante custos unitários menores e permite uma maior possibilidade de erro na contratação.

Para piorar o problema aqui analisado, projetos ambientais apresentam desenvolvimento incerto, havendo, em muitos casos, a necessidade de alteração das atividades previstas, ocasionando uma consequente modificação de projeto. Como o responsável pelo projeto na empresa contratante toma a decisão de aceitar um aumento de custo ou de prazo? E ainda mais sabendo que a recomendação ou justificativa para tal fato vem da parte interessada?

Como o responsável do projeto da empresa contratante muitas vezes está convivendo com o tema pela primeira vez, frente ao dilema enfrentado, começa a questionar a si mesmo quanto à manutenção futura de seu próprio emprego…

A solução para tudo isto? A supervisão técnica dos projetos por especialista experiente, impedido de participar da execução do projeto ambiental atual e futuros (por prazos contratualmente definidos) e sem vínculo com as empresas contratadas. A supervisão fornecerá o apoio necessário para o bom desenvolvimento e acompanhamento do projeto, minimizando os riscos corporativos e custos associados ao mesmo.

Esta afirmação é subsidiada pela experiência em centenas de projetos executados ou supervisionados nos mais de 20 anos de atuação na área de projetos ambientais nacionais e internacionais dos colaboradores da MARCELINO! Pois, além de monitorar a execução dos projetos conforme objetivos contratuais e interesses do contratante, o supervisor suporta as decisões técnicas e comerciais a serem tomadas pelo responsável da contratante, permitindo uma avaliação da situação sob a ótica de uma segunda opinião técnica, isenta de interesses.

Através da supervisão, diversos projetos obtiveram uma economia de mais de 30% do valor inicial previsto, diminuição de prazos de execução, entre outros fatores favoráveis.

Por outro lado, quando da necessidade do aumento de custos, prazos ou ambos, o supervisor subsidia a tomada de decisão, representando, muitas vezes, a garantia da manutenção do emprego do responsável pelo projeto na empresa contratante, uma vez que suportará, perante os dirigentes, as justificativas para tais fatos.

Será que vale a pena ter um supervisor de projeto apoiando o desenvolvimento dos mesmos? Tenho certeza que sim.

 

/ Blog da Marcelino

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