ISO 17025 – Importância na coleta de amostras no monitoramento ambiental

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ISO 17025 – Importância na coleta de amostras no monitoramento ambiental

A necessidade do bom gerenciamento dos riscos ambientais das corporações aumenta a importância da qualidade dos serviços de monitoramento ambiental, havendo, assim, um natural incremento das exigências de qualidade, refletindo na normatização na área.

A família ISO9000 é hoje uma prática comum e reconhecida pelo valor e importância para a indústria e empresas nacionais e internacionais. Mas como a qualidade é mensurada nos serviços de monitoramento ambiental, serviços estes que um resultado anômalo pode definir a necessidade imediata ou futura da realização de altos investimentos no controle de um impacto ambiental?

A qualidade do monitoramento ambiental é resultado da: i) representatividade da amostra analisada, definida através de um bom plano de monitoramento, elaborado por profissional habilitado e capacitado e, ii) qualidade do processo de coleta e análise das amostras ambientais.

Laboratórios que efetuam os ensaios e análise das amostras ambientais devem operar conforme requisitos da norma ISO 17025, possuindo, assim, sistema de gestão da qualidade que atendem as diretrizes da ABNT NBR ISO9001. A ISO 17025 garantirá ao laboratório, assim como outras normas de qualidade, melhor organização e rastreabilidade dos processos efetuados, aumentando a confiabilidade dos resultados analíticos obtidos, entre outros fatores.

Mas de que adianta a análise ter qualidade acreditada se a o processo de amostragem gerar uma amostra com qualidade discutível?

No Estado de São Paulo a Resolução 94/2015 (que alterou a SMA 100/2013) exige a acreditação em âmbito estadual da amostragem e análise no monitoramento ambiental. Especifica, entre outras coisas, que os laudos analíticos devem possuir acreditação evidenciada para cada ensaio constante do laudo.

A exigência inclui o processo de amostragem para: 1) água subterrânea em poço de monitoramento, 2) água para consumo humano – poço tubular e água Superficial, 3) efluentes líquidos, 4) emissões atmosféricas em fontes estacionárias e, 5) ar atmosférico em monitoramento automático e manual.

Entretanto, a CETESB/SP, através da DD 9/2016, estabeleceu a tolerância da amostragem de águas subterrâneas pelo sistema de baixo fluxo (APENAS ESTE TIPO DE AMOSTRAGEM) por empresas não acreditadas, mas que apresentem:

  1. Declaração de responsabilidade, assinada pelos responsáveis técnico e legal, conforme modelo constante na própria DD.
  2. Comprovação de início do processo de acreditação antes de 21/10/2015, comprovado através de cópia do documento do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – INMETRO, através da apresentação de cópia do protocolo.
  3. A aceitação da acreditação, apesar de não publicada, pela Coordenação Geral de Acreditação do INMETRO, através da apresentação de cópia do FOR-CGCRE-006.

Precisamos, no gerenciamento ambiental, estar atentos à qualidade e conformidade legal de nossos processos.

 

MARCELINO & ASSOCIADOS

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/ Blog da Marcelino

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