ANÁLISE DE TPH: A polêmica do resultado apresentado.

ANÁLISE DE TPH: A polêmica do resultado apresentado.

A situação:

Na investigação de passivos ambientais, considerando possíveis vazamentos de combustíveis (óleo combustível, entre outros). A análise de TPH – Hidrocarbonetos Totais de Petróleo causa muitas dúvidas e confusão.

Para as análises, temos a divisão no mercado, entre TPH total e o Fingerprint.

TPH totais X TPH Fingerprint:

Antes de mais nada, o que é análise de TPH total? Já que não existe nenhuma técnica que permita a detecção de todos os hidrocarbonetos derivados de petróleo.

O TPH Fingerprint pressupõe a quantificação isolada de cada hidrocarboneto, divididos em alifáticos e aromáticos, além da subdivisão também por faixas de carbono. Sua execução por equipes qualificadas (laboratório e consultor), comparando-se a cromatogramas padrões, permite, através das características observadas, chegar mais perto do tipo e proveniência da contaminação.

Seria o TPH Fingerprint a panacéia para todos os problemas, como vendem muitas consultorias?

 

O Problema:

O TPH Fingerprint apresenta os resultados em subtotais por faixas de carbono: de 6 a 10 carbonos = GRO (Gasoline Range Organics), de 9 a 28 carbonos = DRO (Diesel Range Organics) e de 20 a 40 carbonos = ORO (Oil Range Organics).

Genericamente: GRO = C6 a C10; DRO = C9 a C28 ; ORO = C20 a C40.

No entanto, estas faixas são variáveis em função da bibliografia de referência e variáveis para cada laboratório que efetua a análise, por força da metodologia (de quantificação, extração, etc).

Se o resultado é variável, como comparar com outros resultados?

E, para piorar, a nomenclatura aplicada aos resultados representativos das faixas de carbono induz a erros, por exemplo: como pode haver resultado positivo em uma amostra para o TPH GRO (Gasoline Range Organics), e não haver derivados de gasolina! O mesmo também ocorre para as demais faixas.

Assim, é comum ocorrerem incertezas causadas por problemas na definição, nomenclatura, interpretação, abrangência e finalidade da análise de TPH, dentro do contexto de uma investigação ambiental.

Sempre solicitar a análise do TPH Fingerprint em detrimento do TPH total é a solução? Não. Temos que sempre considerar o custo / benefício do resultado já que a separação por faixas pode levar a falsas interpretações e uma busca custosa de fontes de combustíveis inexistentes.

Como todos os trabalhos ambientais, com características multidisciplinar, apenas um resultado não é conclusivo. Porém quanto mais detalhada for a informação coletada, maior será a possibilidade de um diagnóstico representativo da real situação da área.

Considerando que o custo da análise de TPH Fingerprint é maior que o TPH total, o que vale mais: um maior número de amostras analisadas (e assim uma maior área investigada) ou um detalhamento das faixas de carbono identificadas em cada amostra? Difícil conclusão, pois cada caso é um caso!

 

A Solução:

O assunto continuará gerando dúvidas e incertezas. Entretanto estas serão minimizadas através de um bom plano de amostragem, considerando as características e o histórico da área, bem como dos objetivos do projeto, entre outros fatores avaliados pelo consultor habilitado e, é claro, através da coleta e análise por equipe e laboratório acreditados pelo INMETRO NBR 17.025!

/ Blog da Marcelino

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